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Particularmente, considero a mais pura verdade que podemos tirar proveito dos momentos mais insípidos do nosso cotidiano, também é cientificamente comprovada por minha enciclopédia-mental (adquirida com a vida), que os bons momentos só nos mostram sua verdadeira importância algum tempo depois de ser vivido, pois no presente, esses momentos passam-se quase que despercebidos.
Mas algo embaraçou minha mente quando revi meus pensamentos... percebi a quase inexistente sensibilidade da gente em distinguir fatos corriqueiros de momentos marcantes no exato momento em que ocorrem. Dizem que são momentos causados ao revés do acaso e rodeado por um turbilhão de coincidências, que quando lembradas faz daquele momento único, e mesmo que se tente imitá-lo, nunca ocorrerá daquela mesma forma mágica, com fatos milimetricamente encadeados de forma a se chegar no ápice da situação. Mas dizem também que reviver bons momentos pode até ser melhor que o original. Quanta contradição, não acredito nisso.
Acredito que momentos bons são previsíveis e palpáveis no exato instante em que ocorrem, e todo mundo devia está atento a eles, mas quando isso acontece, e se percebe, ao contrário do que disse antes, descaracteriza-se o longo prazo e o fato já não tem tanta importância no futuro, mas sim no presente, passa a ser um bom momento gozado com a intensidade merecida, e deixa de ser só um momento a ser lembrado futuramente.
É claro que isso não é uma regra. E existe também a possibilidade de você estar achando tudo isso uma maluquice, sem pé nem cabeça. Mas enfim, na tentativa de te convencer, peço que da próxima vez que sentir teus pés saírem do chão, pela situação que for, tente pensar que esse momento pode ser uma situação única, aí... depois de vivido, se tiveres acertado na previsão, terás a certeza de ter tirado todo o merecido proveito da situação.

criado por Thiago Guimarães
20:19:16Mesmo a mais de duas semanas da inauguração, o novo canal do Edir Macedo ainda é um dos maiores motivos de bate-barbas em todas as discussões sobre comunicação em que me envolvo, confusão essa, causada pela rede de TV dos Marinhos ao queixar-se as autoridades do governo que operando um novo canal em rede aberta para uma mesma cidade - São Paulo -, a emissora do “Bispo Safado” estaria infligindo leis que regem o sistema. Então me pergunto:
Por que será que a Rede Globo teme tanto a Record News? Será o medo de perder algumas assinaturas do seu canal similar (Globo News) na rede de TV fechada? Será a ameaça de perda do "monopólio da informação"? Será o medo de perder seu “fígado”?
Sinceramente, acho que a resposta é sim para todas alternativas, e por sinal, o fato de terem acionado o governo, me parece ter sido nada mais que uma tentativa frustrada de fazer com que a Record News fosse ao ar despercebida ou sem o devido crédito do telespectador, o que funcionou inversamente em minha opinião. Enfim, se existissem fatos reais que impedissem a Record News de entrar no ar, ela definitivamente não teria entrado, o resto é especulação, ou vocês acham que os Marinhos deixariam barato?
A Rede Globo que cuide do seu fígado.

criado por Thiago Guimarães
15:33:05Há muito tempo não encontro comigo mesmo. Por conta disso, mantém-se em mim um eterno vazio por esses tempos. Principalmente à noite, que é onde me encontro mais, ou ao menos me encontrava... um pouco antes de dormir, e assim tentar fazer o que meu outro Eu faz tão bem...
Sonhar comigo.

criado por Thiago Guimarães
15:50:30Ônibus lotado, e eu a observar, de repente uma freada brusca!
– Opa! – fala um senhor que estava em pé à frente da segunda fila de cadeiras do ônibus, bem ao meu lado.
Logo em seguida, retruca a senhora que estava sentada na cadeira.
– Mil desculpas! Por culpa do solavanco acabei me apoiando no senhor! – ela parecia está constrangida por apoiar-se com a mão na barriga dele, mas logo em seguida, entrega-lhe um sorriso, e ele o devolve com aquele ar de “desculpas aceitas”.
Continuo a observar. A troca de sorrisos não demora a virar gargalhada, e eu sinto que a algo diferente acontecendo.
– Qual o seu nome? – pergunta ela ao senhor.
– Odair, e a sua graça qual é?
– Maria, mas me chamam de Zefinha. Eu gosto de ser chamada assim... O senhor deve está cansado! Não quer se sentar?
– Não, não. Por favor, não se levante, estou na flor da idade (risos)! E, além disso, sou um cavalheiro, nunca tomaria o lugar de uma dama.
Outra troca de sorrisos, agora mais tímidos, porém, timidez não parece ser um dos adjetivos de dona Zefinha, ela retruca.
– Não quer sentar no meu colo! – e mais gargalhadas, dessa vez, até eu que tentava me manter imparcial e estático em meio ao flerte, não consegui me conter. Então o senhor Odair me dirige a palavra.
– “Tô” com a bola toda heim meu jovem? – respondi de imediato.
– Com todo o respeito dona Zefinha, mas se fosse o senhor não perdia tempo. – Zefinha confirma mais uma vez a sua total falta de timidez.
– A gente tem é que viver mesmo, não é meu jovem?! O mundo esta aí, com tanta coisa ruim acontecendo e a gente se preocupando com o que os outros pensam ou deixam de pensar. Temos que ter um horizonte pra olhar, e seguir em direção a ele levando conosco tudo de bom que encontrarmos no caminho.
Balançando a cabeça em aceitação a tudo que ela dizia, e olhando para seu Odair, percebi que ele não tirava os olhos dela, e como se tentasse adiantar o que provavelmente iria acontecer, me aproximei de Odair e disse-lhe ao ouvido.
– Se você não pedir o número dela, eu vou pedir pra mim viu! – Risos e mais risos! O que deixou dona Zefinha muitíssimo curiosa.
– Do que vocês tanto riem? – indagou Zefinha. Odair não perdeu tempo e retrucou.
– A senhora se importa de me dar seu telefone? Pra podermos conversar mais outro dia, sem esse aperto do ônibus, eu adorei conhecê-la! – dona Zefinha olhou-me, eu estava a sorrir e balançar a cabeça em movimentos positivos, como quem diz “dá logo”. Ela abriu a bolsa, pegou uma caneta e um caderninho, escreveu, destacou e deu ao Odair, que respondeu.
– Vou guardar com carinho. – tinha muita gente ainda no ônibus e existia muita conversa paralela nas outras cadeiras, mas naquele momento, ao menos pra mim, parecia existir silêncio, até que eu mesmo voltei a mim, e antes de sair do ônibus e me despedir do mais velho-novo casal que eu vira se formando, “lancei”!
– “Aê” Odair!

criado por Thiago Guimarães
22:05:35Inadmissível não acontecer, mais difícil ainda prever.
Pois me desatino hoje, dentre os devaneios de outrora,
Porém agora não os compartilho mais,
Só resta a vontade de voltar atrás,
E reviver.
Por quê? Vai saber...
Vontade é assim mesmo.

criado por Thiago Guimarães
00:05:17