09.06.08
Ao Encontrar o Jardim da Vida
É como se você desfizesse de todos os percalços
Tornando-se qualquer vazio no tempo e no espaço
O mesmo que separa o perfume, do néctar, da flor
Ou que resume em palavras todo ensaio de amor
Ressalvo o encalço entre o papel e o nanquim
Que desbota o debate entre a petúnia e a jasmin
Pois não consegue exprimir em rabisco ou palavras
O que se sente ao provar do jardim que desbrava
O zumbido inquietante do transeunte-alado
Que se ouve sem esforço por todos os lados
É o que resume o mero flerte do polinizar
O fazem com as jasmins, e às petúnias abonam amar
Então o perfume a resvalar nos pulmões dos dispostos
Passa a exprimir todo amor desse mundo de opostos.
Esse é o tudo que se faz lembrar a majestosa experiência
E o que por fim parece pouco, na verdade é o suficiente.