<  Agosto 2007  >
S T Q Q S S D
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31    
Buscar
Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007

24.08.07

O velho Matias

Pela manhã, com as mãos trêmulas, a somar as derradeiras notas de dinheiro miúdo que restaram do árduo dia de trabalho que tivera ontem, o velho Matias sorri, assim mesmo, sem existir nenhuma real razão para aquilo. Tamanha é a vontade do velho de viver pacato no campo, no interior onde nascera, a dar de comer aos animais, e vivendo do que se põe na terra, que todos transeuntes que por ali repousam sabem, pois, não guarda seus sonhos em segredo, pelo contrário, na primeira oportunidade que tem, repete a velha estória aos sapatos atenciosos dos senhores, fregueses, aos quais engraxa por alguns trocados.

Fica na rua de baixo, em frente ao grande relógio, próximo a esquina, onde, sempre após as doze badaladas, escuta-se a chamada do velho em alta e rouca voz, agora, já sem sorrir, mas em tom de canção, urra alguns dizeres populares, cuja melodia entoada por sua voz, lembra velhas cantigas com as quais se faz sonhar, após dormir.

Mas, nem pense em fazê-lo poesia. Ele é só um velho! Um velho engraxate, sujo, mendigo, maluco, sonhador...

Apenas um velho.

16.08.07

Psiu! Leitor! Recado pra você.

Confundir e provocar outras sensações diferentes no seu cotidiano é muito excitante, não tenho nenhuma evidência concreta de que estão ocorrendo tais sensações com as pessoas que leem aqui, mas só de pensar que isso acontece, nem que seja em pouquíssimos momentos, já é muito gratificante. Sempre que puder tentarei provocar essas sensações em você, até conseguir queimar seus neorônios ou como preferir.

Deixa eu explicar. Não acredito que só se queima neurônios com o uso de entorpecentes, sinto que a leitura também proporciona isso, é, acredito mesmo, de verdade. Não sou tão do mal nem tão bom com o fogo quanto o irmão de Thor da resposta-pergunta no título do post anterior, mas quando tento confundir vocês,  visto a carapuça e faço com todo o prazer do mundo.

 

Podem queimar a vontade.

14.08.07

Vai um 50 50 aí? ou, Tu é Loki?

Entrando no meu mundo eu me perco entre os pensamentos e a realidade, que devaneiam dentre os espaços vagos de parte da minha mente e os cortiços super-lotados d'outras partes. 

 

Sei que ver demais é não ver, compreendi isso a pouco, e passo adiante, o que é bom tem que ser passado, "passado", nos dois sentidos, pois não confio no futuro, levo a certeza de que tudo que é bom já passou.

 

Calma. Não se assusta. Não quero dizer que o futuro não me reserva nada de bom. Não me entenda mal. Entendo da seguinte forma; gozo meus bons momentos no presente e re-visito eles no passado, o futuro não é paupável, é muito incerto, e não gosto disso, mas quiçá viva até alguém mudar minha opnião, vai saber? Espero que sim, quero viver muito, entretanto, enquanto ninguém me convence do contrário, quando for hora, me orgulharei (ou não) de ter passado por tudo que ficou pra trás, no passado, em um arquivo de lembranças, indexado por datas, em ordem cronológica, à ser visitado e re-visitado quando eu quiser ou me vier inconscientemente. Assim sim, tenho vontade de viver!

 

Esquece esse negócio de futuro!

01.08.07

A onda é polemizar!

Sabe uma coisa que tenho muito? Pré-conceito. Palavra feia né? Pois é, descobri ultimamente que sou uma pessoa altamente pré-conceituosa. Após um “papo cabeça” percebi que minha vida como um todo, gira em torno de “conceitos” meus, nunca discutidos, que são só meus, e quando expostos a uma discussão as vezes são derrubados, o que gera um novo conceito, à espera de uma nova discussão para quem sabe ser derrubado novamente... e isso não tem fim. Essa é uma forma maravilhosa de se filtrar o que há de melhor em nossos ditos conceitos.


Mas, pensando dessa forma... existem conceitos? Se todo conceito que é exposto está sujeito a uma discussão, e toda discussão pode gerar um novo conceito, chego a terrível conclusão que todos os “conceitos” não passam de pré-conceitos esperando o dia em que serão derrubados. Enfim, até o meu mais novo “conceito” que exponho nessas linhas, está sujeito a tudo o que acabei de dizer. 

 

Pré-conceito, eu tenho. 

 

E você? Acha que está tudo errado? Então derruba.